Acordo entre China e EUA não prejudica relação com Brasil

China se comprometeu com importantes mudanças estruturais e com a compra de US$ 200 bi a mais em bens e serviços norte-americanos.

Internacional / 00:23 - 14 de dez de 2019

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Como parte da fase 1 do pacto comercial que vem sendo negociado há meses, a China concordou em comprar US$ 32 bilhões em produtos agrícolas adicionais dos Estados Unidos, afirmou o repre-sentante comercial norte-americano, Robert Lighthizer, acrescentando que o acordo será assinado na primeira semana de janeiro de 2020, segundo noticiou a agência Reuters.

No geral, a China se comprometeu com importantes mudanças estruturais e com a compra de US$ 200 bilhões a mais em bens e serviços norte-americanos ao longo de dois anos, com foco em quatro áreas – manufaturados, energia, agricultura e serviços, disse Lighthizer.

O acordo deve encerrar 17 meses de tarifas retaliatórias, que abalaram os mercados financeiros e afetaram o crescimento global.

Na opinião do cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, o acordo comercial entre China e EUA não vai afetar a relação bilateral sino-brasileira. “Pessoalmente, eu não acho que a negocia-ção entre a China e os Estados Unidos vai ter uma relação com o Brasil.

enho toda a confiança no relacionamento entre Brasil e China em todas as áreas”, disse o cônsul, após participar do seminário “O Futuro da Parceria Estratégica Global China-Brasil”, na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Para Li Yang, o pacto comercial entre americanos e chineses não vai afetar a importação de soja e carne brasileiras pelo país asiático. Na avaliação do diplomata, no caso da indústria de carne, as exportações brasileiras para a China não são maiores por questões ligadas à logística e ao sistema de refrigeração do produto: “Podemos investir para melhorar a condição dos frigoríficos”.
 

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