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A renovação da natureza

Em época anterior, publicamos matéria referente à natureza, citando o dia a dia do homem na sua vinculação com...

Direito Ambiental / 14 Agosto 2018

Em época anterior, publicamos matéria referente à natureza, citando o dia a dia do homem na sua vinculação com todos os aspectos que proporcionam a evolução natural. Em nenhuma atividade que exercemos podemos deixar de lado o que nos proporciona o meio ambiente mostrando a harmonia e equilíbrio que permite a convivência amistosa com a utilização de todos os benefícios que a natureza coloca a nossa disposição. Contudo, para o amparo a uma identidade de interesses, um benefício comum, visando dar ao homem o direito de auferir o que a natureza produz e a nossa conscientização que estes recursos naturais que proporcionam estas vantagens têm sempre que manter a sua renovação.

Do que adianta nos apropriarmos de uma imensa gama de terra para desenvolver uma cultura agrícola ou pecuária com exclusividade, não permitindo assim que se desenvolvam outras formas de produção de alimentos necessários a nossa sobrevivência? O nosso país, em diversas situações, tem se apoderado destes recursos de forma excessiva, fazendo de exclusividade o único abrigo para a expansão das atividades rurais. Não estamos exagerando ao dizer que esta conduta suprime a possibilidade de integração de outras culturas na mesma área. Não queremos combater as grandes culturas, como soja, milho e entre outras, mas permitir uma sadia divisão quanto diversificar a produtividade para que embora por evidência em potencial bem menor, permita-se a produção de mananciais suficientes para variedade de alimentação do homem.

Infelizmente a exagerada ganância que o interesse econômico desperta diante dos lucros incontáveis de se dominar e extrair da terra uma única cultura vai fazer com que o homem do campo, principalmente, não tenha meios ou recursos e nem incentivos para desenvolver pequenos sítios de outras culturas, para poder inclusive ter condições de se utilizar de outros recursos para sua sobrevivência econômica. Trocando em miúdos: o que adianta uma imensa área com plantio único que venha tornar deficiente e improdutiva a produção de qualquer outra cultura? Em que pese a possibilidade de meios de transportes adequados, a construção de depósitos e silos das mais variadas culturas, são insuficientes estas produções, principalmente se não tiverem com lastro o manejo ecológico suficiente para o equilíbrio desta produção.

Não estamos de modo algum nos confrontando com a atividade agrícola de grande porte dada a evidência de que quanto mais produtos agrícolas produzirmos, mais condições vão suprir nossas carências alimentares e atuar como mola propulsora da exportação agrícola, fonte de divisa para nosso desenvolvimento agrícola no mercado internacional. O que entendemos, contudo, é que não se pode deixar de lado os pequenos produtores rurais. Devemos saber dosar as grandes plantações com o cultivo de pequenas áreas que não afetam de modo algum a monocultura de grande porte.

Aproveitamos o ensejo para transcrever um trecho do texto publicado no site www.maenatureza.net, que é um alerta que a natureza nos deixa como um legado a ser considerado, sobre a utilização racional destes recursos que nas devidas proporções vão quem sabe, refletir inclusive na biodiversidade: “A natureza é o elo entre tudo que existe na Terra. É a natureza que possibilita a ocorrência da vida humana como ela é hoje. Ela é aquilo que realmente precisamos para viver. Ar puro, água limpa e acessível, solos férteis, equilíbrio climático são alguns dos serviços ecológicos prestados gratuitamente pela natureza. Remédios naturais, fibras e combustíveis são alguns exemplos de produtos fornecidos pelo uso direto da biodiversidade. Tudo que nos serve vem, direta ou indiretamente, da natureza.”