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Ações da Boeing tem maior queda desde atentados de 2001

Países decidem deixar no solo modelo de avião que se envolveu em dois acidentes recentemente.

Acredite se puder / 11 Março 2019 - 17:56

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O acidente com um Boeing 737 Max 8 na Etiópia provocou uma desvalorização máxima de 13,49% nas ações da Boeing; depois as perdas foram reduzias para 11,2% na bolsa de Nova York. Essa foi a maior baixa registrada desde o dia 17 de setembro de 2001, após os atentados contra o World Trade Center. E isso significou que o valor de mercado da Boeing diminuiu US$ 32,2 bilhões em apenas um único pregão. Agora, dúvidas são levantadas quanto à segurança da aeronave. Para uns, o design do Boeing 737 Max tem falhas perigosas, e para outros, existem semelhanças entre os acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines. Essas, no entanto, serão esclarecidas, pois a companhia etíope anunciou que conseguiu recuperar as duas caixas-pretas no meio dos destroços.

Após o desastre, as autoridades chinesas proibiram as companhias aéreas da China de utilizar suas 96 aeronaves desse tipo e que representam cerca de 20% da frota mundial da aeronave. A utilização dos 737 Max 8 também está proibida na Etiópia e na Indonésia, e a Coreia do Sul estuda essa possibilidade, embora a Easter, sua companhia aérea, tenha apenas duas aeronaves deste modelo.

 

Gol é do contra

A Gol tem sete aeronaves 737 Max 8 voando em rotas internacionais. A empresa já avisou que não vai paralisar as atividades desses aviões. Mas o procon mandou deixar os aviões em solo. Resultado, enquanto o Ibovespa subia 2%, as ações da Gol caiam 3,8%. No final da tarde tiveram pequena recuperação, e as perdas foram reduzidas para 2,48%.

 

Azul vai desembolsar US$ 105 mi

A Azul comunicou ao mercado ter assinado proposta não-vinculativa no valor de US$ 105 milhões para adquirir certos ativos da Avianca Brasil através de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) de acordo com a Lei de Falências e Recuperação Judicial. Isso inclui 70 pares de slots (em Congonhas, Santo Dumont e Guarulhos) e aproximadamente 30 aeronaves Airbus A320. A aquisição da UPI está sujeita a uma série de condições como a conclusão de um processo de diligência, com a aprovação de órgãos reguladores e credores, assim como a da recuperação judicial. Isso deve durar três meses. As ações da Azul subiram 5,8%.

 

Pode isso, Arnaldo?

A Avianca Brasil, fundada por Germán Efromovich, tentou comprar a TAP em 2015, mas em dezembro entrou com um pedido de proteção contra credores. Depois de estar negociando a venda de ativos no Brasil com a Azul, sem slots e sem aviões, Efromovich declarou, no último domingo, que sua empresa e a TAP podem alcançar um elevado nível de sinergias caso vença a privatização da companhia aérea portuguesa. Mais dura que um coco, na última sexta-feira, a Avianca melhorou sua proposta para a aquisição de 61% do capital da TAP, num processo de privatização que o governo pode fechar já na reunião do Conselho de Ministros da próxima quinta-feira. A propósito, o BNDES não concede mais empréstimos sem profunda análise;

 

Brasileiros são donos da TAP?

A Azul assinou proposta de US$ 105 milhões por ativos da Avianca Brasil. A Avianca tentou comprar a TAP em 2015. Em algum lugar consta que David Neeleman, dono da Azul, é controlador do consórcio Atlantic Gateway, que detém 45% da TAP. Parece que a Azul não tem nada com isso.

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