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Ações da Boeing caem e arrastam Embraer

Europa proíbe voos dos modelos 737 Max 8 e Max 9.

Mercado Financeiro / 12 Março 2019 - 23:04

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A Agência Europeia de Segurança Aeronáutica (Easa), que abrange 32 países-membros, proibiu os voos dos Boeing 737 Max 8 e Max 9 em todo o espaço europeu. A decisão aconteceu depois de Alemanha, França e Reino Unido, entre outros, terem decidido unilateralmente contrariar o regulador da aviação nos EUA (a FAA) e suspender os voos das aeronaves.
Depois do acidente aéreo fatal no último domingo, na Etiópia, matando as 157 pessoas que estavam a bordo, 27 das 68 companhias aéreas que utilizavam aeronaves Boeing 737 MAX 8 suspende-ram todos os voos operados com os modelos. Entre as empresas, estão Aerolíneas Argentinas, Air China, Norwegian Air, que começou a operar no Brasil recentemente, e a Gol, a única brasileira que voava com esse tipo aeronave.
A decisão europeia foi mais um golpe na companhia norte-americana, que recentemente adquiriu a brasileira Embraer. As ações da Boeing na Bolsa de Nova York despencaram 6,15% nesta terça-feira, após uma queda de 5,33% na segunda, uma perda de valor de mercado de cerca de US$ 30 bilhões.
Os papéis da Embraer seguiram rumo semelhante, embora a queda tenha sido menor. Após vários pregões em alta, as ações da companhia na Bolsa de São Paulo caíram para R$ 18,85 no final desta terça-feira, após terem fechado a R$ 19,28 na sexta-feira, antes do acidente, acumulando uma queda de 2,3%.
A resolução da Easa entrou em vigor às 19h desta terça-feira e, segundo o comunicado da agência, abrange “todos os voos comerciais de operadores não-europeus que voem para a Europa, dentro da Europa ou saem da Europa rumo a outros destinos extra-europeus”.
China, Austrália, Malásia, Singapura, Omã, Coreia do Sul, Mongólia e Indonésia suspenderam voos do 737 Max 8.
 

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