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‘Lista suja’ registra 2.500 pessoas em situação de escravidão

Nova relação tem 204 nomes de empregadores em 22 das 27 unidades da federação.

Conjuntura / 16 Janeiro 2019 - 22:45

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O governo publicou no início deste mês uma versão atualizada da chamada “lista suja” do trabalho escravo, o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à de escravidão. A nova relação tem 204 nomes em 22 das 27 unidades da federação. Os destaques são Minas Gerais, com 55 casos registrados, e Pará, com 27. No total, 2.463 trabalhadores foram atingidos.
A lista inclui ocorrências em áreas rurais e urbanas. São fazendas, carvoarias, áreas de extração, oficinas de costura e obras de construção. Apenas em um caso, em fazenda que abrange quatro muni-cípios no interior de Minas, foram resgatados 348 trabalhadores. Houve ainda um canteiro de obras em Conceição do Mato Dentro (MG), com 173 operários.
Com a extinção do Ministério do Trabalho, a divulgação da “lista suja” passou a ser de responsabilidade do Ministério da Economia, para onde foi transferida a área de inspeção do trabalho. Durante três anos, o cadastro não foi atualizado, depois de uma cautelar do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, atendendo a pedido de uma entidade patronal.
Posteriormente, a ministra Cármen Lúcia, então na presidência da Corte, revogou a medida, mas ainda assim a relação não foi publicada. Seguiu-se uma “guerra” jurídica entre o Executivo e o Ministério Público do Trabalho (MPT), até que a divulgação fosse novamente regularizada.
 

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