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"Financial Times" elege Ilan como "o melhor presidente do BC no mundo"

Conjuntura / 11 Janeiro 2018

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central foi premiado como o Central Banker of the Year 2018 em duas categorias: Global e Américas. É a primeira vez que um brasileiro recebe a premiação na categoria Global. O prêmio, promovido pela publicação britânica "The Banker", especializada em finanças internacionais, e pertencente ao Financial Times, foi anunciado em 2 de janeiro.

Em entrevista ao veículo em dezembro do ano passado, Ilan afirmou que 2017 foi um ano extraordinário.

- Iniciamos 2016 com inflação de quase 11% e, quando assumi, a inflação diminuiu apenas para 9%. Tínhamos um desafio no final de 2016 de ancorar expectativas antes de começar a reduzir as taxas de juros. Ter sucesso nisso nos ajudou bastante porque as expectativas diminuíram antes de a inflação cair - afirmou.

De acordo com a publicação, a maior economia da América Latina finalmente saiu da recessão, e a inflação foi domada, pairando abaixo do intervalo inferior da meta (3%). Em 2018, o BC irá focar a redução do spread bancário, para que a política monetária possa alcançar a economia de maneira mais fluida. O BC também vai trabalhar para melhorar a competição no setor bancário, com apoio às fintechs, por exemplo, e reforçar a educação financeira. A missão do Banco Central continua assegurar a estabilidade do poder de compra e um sistema financeiro sólido e eficiente.

Os premiados nas outras categorias deste ano foram Jirí Rusnok, da República Tcheca (Europa); Ravi Menon, de Cingapura (Ásia-Pacífico); Rasheed Mohammed Al Maraj, do Bahrein (Oriente Médio) e Patrick Njoroge, do Quênia (África).

A premiação ocorre anualmente e celebra as autoridades que conseguiram estimular crescimento e estabilizar a economia de seus países da melhor maneira. Em 2017, o ganhador da categoria Global foi Mubarak Rashed Al Mansoori, dos Emirados Árabes Unidos.

Desde 2008 um brasileiro não era escolhido Central Banker of the Year na categoria Américas. À época, o Banco Central surgia como modelo de contenção e prudência na América Latina. O então presidente Henrique Meirelles, atual ministro da Fazenda, recebeu a condecoração.