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‘Está vivo quem peleia’ (senso comum gaúcho)

Empresa-Cidadã / 18 Setembro 2018

Diz parte da letra do Hino do Rio Grande do Sul: “Mostremos valor, constância, nesta ímpia e injusta guerra / Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra / Mas não basta para ser livre / Ser forte, aguerrido e bravo / Povo que não tem virtude / Acaba por ser escravo”.

Depois da Ponte da Fanfa, sobre o rio Jacuí, até a Carta de Alegrete, às memórias vivas de Anita e Giuseppe Garibaldi, Bento Gonçalves, João Goulart, Leonel Brizola, Universindo Rodríguez Díaz, Lílian Celiberti e tantos mais, guerreiros natos nas lutas por ideais, esta Homenagem.

 

Agenda

Millôr – Obra gráfica – Aberta nesta terça-feira (18), com previsão de se estender até 21 de janeiro de 2019, a exposição Millôr, Obra gráfica é a primeira retrospectiva com desenhos do carioca do bairro do subúrbio do Méier, humorista, poeta, escritor, desenhista, dramaturgo e tradutor Millôr Viola Fernandes (Rio de Janeiro 16/8/1923–27/3/2012).

A exposição está no Instituto Moreira Salles (IMS), reunindo cerca de 500 trabalhos originais, desde 2013 sob os cuidados do IMS. Com a curadoria de Cássio Loredano, Jullia Kovensky e Paulo Roberto Pires, a mostra reúne os temas mais frequentemente abordados por Millôr em 70 anos de produção, desde a coluna Pif Paf, publicada na revista O Cruzeiro, de 1945 até 1963, na revista Veja, no jornal O Estado de São Paulo, no Jornal do Brasil e no semanário O Pasquim.

Millôr tentou transformar o Pif Paf em revista independente, ante a reação da revista O Cruzeiro, intimidada frente as críticas à coluna, mas veio o golpe militar de 1964, que não só inviabilizou a revista, como transformou Millôr em um refém da censura, dos mais perseguidos por ela.

Há cinco núcleos na mostra: desenhos Autorreferenciais; Brasil; Condição humana; processo de Desenvolvimento do humorista; e trabalhos essencialmente Visuais (sem crítica política acentuada). Local: Instituto Moreira Salles; Av. Paulista, 2424; de terça a domingo, das 10h até 20h; até 22h às quintas-feiras; aberta até 21 de janeiro; entrada grátis. Mais informações pelo telefone (11) 2842-9120.

 

Servidores do Ibram criticam Governo Federal

Mais fácil do que investir na solução de problemas é editar medidas provisórias. Assim, o presidente de facto editou duas novas medidas provisórias (MP). A primeira cria a Agência Brasileira de Museus (Abram), que administrará os 27 museus, antes sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A outra MP institui o marco regulatório para disciplinar a captação de recursos no mercado, com a criação de fundos patrimoniais.

As funções do Ibram, mais o pessoal, serão fragmentadas entre a Secretaria de Museus e Acervos Museológicos, responsável pela definição de políticas, e pela Abram, responsável pela execução, sem perdas de nenhuma espécie, segundo o ministro (como é mesmo o nome dele? Mas este não é o da Agricultura?). A “novidade” é que para a Abram pretende-se o modelo de serviço social autônomo, a exemplo do Sebrae, administrado pelos empresários. Poderá assim fazer contratações (e demissões) e gerir recursos privados, exonerando o Tesouro de suas responsabilidades inalienáveis no custeio de bens públicos por excelência, caso do patrimônio guardado pelos museus. As MPs entraram em vigor com as publicações e têm 120 dias para serem apreciadas pelo Legislativo e transformadas em leis (ou não).

Contundente, o ex-presidente do Ibram José do Nascimento Júnior divulgou em redes sociais vídeo no qual critica as medidas que, na prática significam a privatização dos museus e dos acervos “de forma autoritária.”

Através de nota publica, os trabalhadores do Ibram repudiam a criação da Abram, a extinção do Ibram e a consequente privatização das políticas públicas de museus e acervos, cobrando a revogação das MPs.

 

Professores argentinos às ruas pela educação

Desde a última semana, milhares de professores argentinos manifestam-se contra o Governo Macri (o ex-queridinho dos “austericidas” brasileiros), cobrando soluções para a crise que a educação pública passa. Lá e aqui, a ruína da educação pública é um projeto deliberado.

Pela Federação de Educadores de Buenos Aires, Mirtha Petrocini dedicou a manifestação pacífica a Nicolas Avellaneda, morto em uma explosão no mês passado causada pelas condições de abandono da escola em que lecionava.

 

Paulo Márcio de Mello é professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

paulomm@paulomm.pro.br